quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Meditação pode ajudar o cérebro a bloquear distrações

Descobertas podem favorecer desenvolvimento de tratamentos para Déficit de Atenção e Hiperatividade

Nova pesquisa sugere que a meditação pode ajudar a aliviar a dor e a melhorar a memória, regulando a frequência cerebral conhecida como ritmo alfa – que "baixa o volume” das distrações.
Neste tipo de meditação budista, o praticante deve essencialmente manter a “atenção plena” (mindfulness, em ingês) e focar-se no presente.
Em um pequeno estudo, pesquisadores constataram que – quando instruídos para onde deveriam direcionar a atenção – os participantes que praticavam este tipo de meditação conseguiram melhor modular tal frequência cerebral em comparação ao grupo controle que não meditava. Estes participantes haviam concluído um curso de meditação com duração de oito semanas antes do início do estudo.
“Já existem relatos de que a meditação melhora diversas habilidades mentais, dentre elas o acesso rápido à memória”, disse Catherine Kerr, do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, e também autora do estudo.
“Nossa descoberta de que praticantes de meditação mindfulness conseguem ajustar a frequência cerebral responsável pela distração pode explicar a habilidade superior destas pessoas de se lembrarem de novos fatos e incorporá-los rapidamente”.
O ritmo alfa exerce um importante papel junto às células que processam os sentidos – como o tato, a visão e a audição – no córtex cerebral. Segundo os pesquisadores, ele ajuda o cérebro a ignorar as distrações, ajudando o indivíduo a manter o foco enquanto várias coisas estão acontecendo ao mesmo tempo.
Kerr complementou que as descobertas talvez expliquem alguns relatos de que a meditação mindfulness reduz a percepção de dor. Ela explica: “Pode ser que a habilidade aprimorada de aumentar ou diminuir o ritmo alfa dê aos praticantes maior habilidade de regular a sensação de dor”.
“Talvez o novo estudo também possa explicar como a meditação provavelmente afeta o funcionamento básico do cérebro”, disse Stephanie Jones, do Martinos Center, que também participou do estudo.
“As implicações deste estudo vão muito além da meditação, nos dando pistas de possíveis formas de ajudar às pessoas a melhor regular o ritmo cerebral – que é desregulado, por exemplo, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e também em outras condições”, disse ela em um boletim à imprensa.

Meditação ajuda a controlar a pressão



Uma revisão de mais de mil estudos feita pela Associação Americana do Coração demonstrou que esses dois métodos são capazes de aplacar casos brandos de pressão alta quando acompanhados do tratamento convencional — que inclui remédios, dieta balanceada e atividade física. Ambas as técnicas, de efeito relaxante, baixaram a pressão arterial em até 10%, em sessões de 15 minutos de três a quatro vezes por semana. De acordo com o nefrologista Roberto Franco, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão, essas práticas regulam o sistema nervoso autônomo, responsável por funções orgânicas como a digestão e a circulação do sangue. “Ao adotá-las, o indivíduo também se mostra interessado em aderir a um estilo de vida mais saudável”, analisa.
Meditação
A ideia é ignorar tudo que acontece ao redor e deixar a mente vazia por algum tempo, o que exige muita disciplina e concentração. Quando a pressão está um pouco acima do normal — lembrando que a meta saudável é 12 por 8 —, não é necessário entrar com remédios. “Se acompanhada de controle de peso, prática de esportes e uma dieta rica em frutas e verduras, a meditação pode auxiliar o tratamento”, acredita Roberto Franco.
Biofeedback
Baseia-se, sobretudo, no controle da inspiração e expiração do ar. Vale-se de aparelhos que medem reações como frequência cardíaca, atividade cerebral, tensão muscular... “Ao visualizar esses parâmetros, a pessoa aprende a conhecer seus limites e, com ajustes na respiração, baixar o estresse e a pressão arterial”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, diretora da Clínica de Stress e Biofeedback, em Porto Alegre.
Via: revista SAÚDE

O SER HUMANO ESTÁ SOFRENDO DE "NORMOSE"


Entrevista do professor Hermógenes, na ocasião aos 86 anos, sobre uma palavra inventada por ele.



Ele disse que o ser humano está sofrendo de "NORMOSE", a doença de ser normal.

Todo mundo quer se encaixar em um padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de se alcançar.

O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. 


Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se “normaliza”, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.

A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.

Nenhum João, Zé ou Ana bate na porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

Só que não existe lei que exige que você seja do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.

Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A "normose" não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?

Comparecer em quantas festas por mês?

Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Frequentar terapeuta para bater papo?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida ao seu modo.

Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original. Não adianta tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

É fraude. E uma vida fraudulenta e faz sofrer demais.

Eu me simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.

Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.

Pois divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.